29 de maio de 2010

Gastronomia escocesa

Calculamos a falta que te fez, nos dias em que estavas a acabar o projecto final, a paparoca portuguesa: cheirosa, saborosa e alimentícia. Caramba, entre tantas coisas que temos más, alguma haveria de ser boa!
Um velho provérbio escocês, diz que um homem que desperdiça comida é louco. Concordo! Sabendo que há no mundo milhares de pessoas a passar fome, é de apelar para a sensatez na distribuição dos alimentos e na alimentação dos povos.
No Reino Unido as gastronomias mais interessantes parecem ser a da Escócia e a da Irlanda.
Antes de começar este artigo, pouco ou nada sabia da comida escocesa. Contudo, ao pesquisar sobre o assunto, encontrei tanto material que vou apenas organizar uma listagem, com pequenas indicações e transcrever uma receita para quem quiser exercitar os seus dotes culinários.

Assados (carne de bovino e cordeiro);
Bife de Aberdeen (Angus);
Bolachinhas escocesas;
Cock-a-leekie (sopa de galinha, bacon, alho e ameixas secas);
Cullen skink (sopa de bacalhau, batata, cebola e farinha);
Caldo escocês (sopa feita com pescoço ou filé de carneiro, verduras e cevada;
Carne de caça (deve secar dez dias antes de ser temperada e consumida);
Cerveja;
Cranachan (sobremesa tradicional, feita com nata batida, wisky, mel e framboesas frescas);
Caledonian cream;
Dundee cake (feito com frutas secas e grãos, coberto com amêndoas);
Ensopado de carneiro;
Fish and chips (peixe frito envolvido em pão ralado e farinha e acompanhado com batatas fritas);
Gravy (caldo que acompanha o roast dinner e que resulta da cozedura de carne e vegetais);
Geleia (invenção escocesa do século XVII);
Haggis (prato feito à base de aveia, vísceras de carneiro e batatas);
Oatcakes (biscoitos de aveia);
Porridge (papa de aveia, temperada com sal ou açúcar; na Escócia não leva açúcar);
Peixes (arenque, bacalhau, salmão, arinca, badejo, etc.);
Queijo (caboc e crowdie);
Red pudding (pudim de carne em forma de salsicha);
Roast dinner;
Scotch broth (sopa de lentilhas);
Scotch sink (sopa de peixe com badejo);
Salada de Glasgow (porção de fritos, servido em papel, com sal e vinagre);
Steak pie (pastel de carne);
Sliced sausage (linguíça quadrada, usada no café da manhã);
Short bread (biscoito amanteigado, usado no café da manhã);
Kippers (arenque defumado, usado no café da manhã);
Wisky.

Caledonian cream
Ingredientes
200 g de queijo-creme, 100 g de doce de laranja, 50 g de açúcar, 2 colheres de sopa de wisky e 1 colher de sopa de sumo de limão.

Preparação
Misture todos os ingredientes num recipiente grande. Bata com a batedeira cerca de dois minutos. Deite numa taça de servir e leve ao frigorífico para refrescar. Sirva bem frio.

Nota:
Esta receita de origem muito antiga, é uma das sobremesas preferidas dos escoceses e pode levar, ainda, iogurte, mel ou nozes picadas.

8 de maio de 2010

Bagpipes


Impossível não falar, agora, das gaitas de foles. Como já disse, há muitas e variadas. Diferentes entre si pela morfologia, origem, aspecto e tipo de sons produzidos.
A gaita de foles escocesa ou bagpipe, a mais conhecida de todas, parece datar da idade média, período em que foi muito popular em todo o mundo e a sua expansão deve-se à expansão do império britânico.
Designa um instrumento musical aerofone, não soprado directamente pela boca e munido de um fole, ou seja, um reservatório flexível de ar. Na realidade, a gaita de foles não é apenas um instrumento, mas vários, que se encontram acoplados a um fole.
Os elementos que a constituem são:
- um fole, que se insufla de ar,
- um tubo insuflador,
- um tubo melódico e
- um ou mais bordões.
Quanto à sua origem, o instrumento está de tal maneira disseminado pelo mundo que não se tem a certeza onde nasceu. O próprio nome gaita parece derivar da palavra germânica gaits (cabra), animal com cuja pele se fazia e ainda se faz o fole, parte comum a todas as gaitas.
Mesmo não se sabendo onde e quando apareceu a gaita de foles, muita gente relaciona-a com o contexto sócio-económico pastoril dos povos do mediterrâneo e da Ásia. Outros, situam a sua origem no Norte de África ou entre as culturas árabes.
E para terminar, aqui fica uma lista de como se diz gaita de foles em várias línguas:
inglês - bagpipe;
francês - cornemuse;
castelhano - gaita de fuelle ou cornamusa;
sueco - säckpipa;
alemão - düdelsack ou sackpfeife;
búlgaro - gaida;
argelino - zukra ou mezwed.

www.youtube.com/watch?v=yyVGfRFlx5U
(Vídeo sobre a gaita de foles em Portugal)

1 de maio de 2010

PEDAÇO DE HISTÓRIA

Entre as inúmeras saídas das quais não há registo fotográfico, há uma a apontar. Ainda no final do mês de Março, o Dave convidou-nos gentilmente para um jantar em sua casa, em East-Killbride, porque os pais estavam fora, ahah. Digamos que eu, a Delia e a Clarissa éramos as infiltras, de resto, todos nativos da ilha, tirando a menina de cabelo vermelho, irlandesa de gema. Vivam as bebidas extremamente suspeitas com cores que as bebidas não deviam ter, verde fluorescente!
Para festejar a presença do Nils durante alguns dias por Glasgow, pequeno-almoço / almoço no Domingo no Cafezique. Hmm, pequeno-almoço escocês. O Nils é o namorado da Delia e é o rapaz mais à esquerda. Good times! Inga e Susanne preparadas para abocanhar o brunch!
Ainda antes das férias da páscoa tive direito a festa de crepes de até já por 10 dias! O Pierre organizou uma pequena reunião com alguns amigos, qualquer desculpa é boa para celebrar!

PEDAÇO DE HISTÓRIA

Caros amigos, família e demais leitores, já passou algum tempo desde a última vez que publiquei notícias, portanto já se trata de um pedaço de história que ficou por contar. Hoje é Sábado, um Sábado tranquilo, comparado com os anteriores. No entanto, começou com o Donald, o homem dos consertos, a bater à porta do Ross ou do Touhid por volta das 8 da manhã, sabe-se lá porquê, eles gostam de começar bem cedo :o. Ontem fez imenso sol, mas hoje, está a chover. O extenso grupo de gaivotas vizinhas, que habitam aqui e ali, pelos telhados e chaminés perto da minha janela, fazem todos os dias e noites um grandessíssimo escarcéu. Esta semana foi semana de 'Internal Review' a projecto e entrega de 3000 palavras (ó meu deus) a descrever o projecto do ano passado. Entretanto, como sabem ou calculam, estive em Portugal de 4 de Abril, Domingo de Páscoa a 14. Tive tempo para rever amigos, a casa e a família, no entanto, sempre com esperança de poder não levar trabalho atrás, ele também acabou por vir comigo... Também fui um dia ao Técnico onde me encontrei com alguns de vós. Ah ah! Ficam algumas fotografias sobre a (curta) estadia de 10 dias em Portugal.

Aproxima-se o final da estadia (medoo), pelo menos no que toca a créditos angariados para tradução em ECTSs europeus. A entrega final, 'External Review' vai ser para fim de Maio, altura em que, por artes mágicas estarei de férias, AHAHAH! Mas há muito em que trabalhar, especialmente para estes alunos de final que curso, que têm de resolver como vai ser a sua vida daqui por diante. Eu por mim, ainda tenho uma dissertação por escrever e um ano de estágio. Mas entretanto, voltei genialmente antes do caos do vulcão 'islândio' despertar, fumegar e transformar a Europa na impossibilidade migratória em menos de 24 horas. Pois é, por terra ou por mar, foi uma desordem.

28 de abril de 2010

23 de abril de 2010

Kilts

Há saias e saias!... Saias curtas, saias compridas, saias de balão, saias justas, saias com folhos, saias com rendas, saias de viés, saias-calça, saiotes, saias com pregas e... kilts.
Mas se uma saia não passa de uma saia, um kilt é, para mim, o cartão de visita dos escoceses.
A sua origem parece ter sido a toga romana, que era uma peça comprida, servia como roupa e cobertor e era presa por alfinetes e fivelas; ou, então, não é mais do que uma adaptação do plaid, manto usado pelo povo celta, que habitou a Escócia, desde o século VI a. C.
Esta túnica ou manto, era feito de lã, para proteger do frio e da humidade. E mesmo quando os anglo-saxões trouxeram o uso de calças compridas para as ilhas britânicas (século V d. C.), os descendentes dos celtas continuaram a usar os seus kilts.
A história do kilt fala-nos de clãs vinculados a lords ou senhores de terras, identificados pelos seus padrões (tartan) e de confrontos com os ingleses para proibição ou restabelecimento do seu uso. Além do kilt, fazem parte do traje típico das Highlands (Terras Altas) uma manta ou capa de tecido tartan, usada sobre um ombro e uma bolsa de couro de cabra, na frente do kilt. Às vezes, são usadas calças justas ou curtas (trews).
Apesar de não haver traje típico feminino, as mulheres também vestem kilt, colete e tecidos tartan em muitas das suas vestimentas.
Os tecidos tartan - não esquecer que tartan significa quadriculado em celta - sendo a marca registada de cada família, são tão importantes para os escoceses como o próprio nome.

Alguns clãs famosos: Mac Donalds, Campbells, Mac Leouds, Stuarts, Andersons, etc.
Quanto à questão, um tanto ou quanto melindrosa e tantas vezes debatida, sobre o que usam os escoceses debaixo do kilt, os documentos mais antigos não deixam dúvidas: "O kilt deve ser envergado sem qualquer outra peça de vestuário interior...", e, assim, continuou, pelo menos em teoria, pelos tempos fora.
Outro dia, ouvi um estilista de Kilts escocês dizer na televisão que tem encomendas para todo o tipo de kilt: caros, baratos, de cerimónia, de trabalho, de desporto, do dia-a-dia, etc. Quanto ao que os seus clientes usam por baixo do kilt, é-lhe indifente, pois, fica ao gosto de cada um.

11 de abril de 2010

Pauliteiros universais

Depois de uma excitante agitação no blog provocada por fp sobre os homens de saias portugueses, aqui ficam contribuições de dois queridos leitores ;), sobre danças de preparação de lutas de espada, realizadas tanto na Inglaterra como na Índia, que hoje, penso, fazem parte do repertório de danças tradicionais de ambos os países.
Sendo assim o Gary sugeriu esta dança feita pelos Ingleses:

e o Emanuel sugeriu esta feita pelos Indianos, chamada Navrati dance: