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8 de setembro de 2010
... Sol e chuva.
Agora que o todo mundo é uma rede e o pescador vermelho rema a bom porto com uma espinha no prato, parece que tudo continuava no mesmo lugar. Da janela do avião, via anémonas e alforrecas, Aveiro, Portugal com uma orientação sudeste, separada por uma cadeira do ocupante do lugar D, quase português, a fazer palavras cruzadas em russo, que me ajudou a arrumar a bagagem nos compartimentos em cima dos assentos. Uma mala de 29 kg e as duas caixas que já chegaram. No aeroporto, todos os companheiros de viagem desconhecidos, partem um por um à medida que puxam a bagagem da passadeira. O quarto estava vazio, a mochila, a mala e dois casacos. E estava sol. Os meus vizinhos do escritório em frente tinham a persianas fechadas para evitar o sol. O céu estava azul e o quarto foi deixado vazio. A gerente e a recepcionista disseram-me adeus alinhadas no campo de visão, aquele de quem entra pela porta, ou vai a sair e olha para trás. As pedras do chão secavam no entanto. Lembro-me do chocolate quente de luxo e do batido tropical, a mesa redonda. A rapariga que brincava com o fogo e o café arte nova, fotografias e um postal. O meu relógio preferido na parede. Um grupo de senhoras que se sentou à nossa volta para ver o bébé, que quase tinha descansado ao meu colo a olhar para as luzes no tecto, enquanto a mãe lhe calçava as botinhas de vaca. Um verdadeiro Gulliver. Aquele jardim, com a pirâmide de pedra, debaixo de uma árvore e o céu cinzento. O Raymond estava a tocar o baixo virado de costas para o público, a bracelete do relógio era demasiado larga para o seu pulso, o cantor gritava demais. O Chris cortou os seus longos cabelos loiros e trabalha como farmacêutico, canta com a guitarra e The Parting soa muito bem. O Nelson aquele que é baterista vezes dois. A Dee de cabelo em chamas olhou para mim e sorriu, da noite anterior quando tinhamos ido jantar todos juntos. Tchai Ovna e chávenas de chá. Uma noite muito bonita, quase corremos para apanhar o último metro e ver o fã número um de mãos cantar e encantar, no pub mesmo ao lado da estação de Queen Street, para um monte de desinteressados. A Victoria no Butterfly and Pig, apenas uma cerveja, pois há dissertações a acabar e o Gary chegado do médico. O David com quem combinávamos video conferências para a nossa multinacional de consultoria em desenho urbano. Uma ovelha no Ben Nevis, enquanto o baterista de boina toca com uma batedeira e um saco de serapilheira enfiado na pandeireta. E o mundo era uma rede de todas as histórias em ordem decrescente.
26 de agosto de 2010
Tunastic food e outros...
Como é que o atum de lata deixa de ser aborrecido ? Como é que uma refeição feita de atum pode saber mesmo bem ? ora bem, tudo o que é necessário é um pouco de imaginação. Azeite, alho, cebola ou alho francês, tomate, pepino, pimento, salsa, oregãos, sal e uma frigideira (todos ou combinações ou outros que se lembrem). Para acompanhar, para os super fãs como eu, puré de batata, ou cozer arroz com um outro legume, cenoura, bróculos, ervilhas, o que houver no frigorífico e cortá-los em pedacinhos. Com o arroz fica uma espécie de arroz xau xau muito mais psicadélico, com o puré de batata, mesmo que simples e quase sem qualquer outra adição, acrescenta-lhe parte da dose diária de sal de que precisamos para ser felizes. Tenho revisto alguns dos amigos. O David no Counting House, que também anda a contas com a dissertação final, quem sabe se a empresa de consultores de urbanismo não vem por aí como idealizado, com os usuais do pub ahah, no edifício mais caro da cidade, uma associação para durar um ou dois dias. A Eilidh no Ben Nevis para ouvir música tradicional escocesa tocada ao vivo, por músicos que se costumam reunir naquele pub, incluindo aquela pequena que ontem por carolice decidiu não levar o violino, mas conhecia todas as músicas que os colegas estavam a tocar, ahah, pobre Eilidh. Hoje um encontro marcado com a Victoria no Bunker ou outro lugar ainda por decidir e um com o senhor que recolhe os caixotes indesejados das lojas do centro da cidade. Ahah! perguntei-lhe se por acaso não seriam lixo e se não poderia trazer uns quantos comigo, visto que me estava para mudar. E descobri um novo vício, potato scones, receita tradicional escocesa, é por definição salgada, mas claro que toda a excitação por comida, juntou primeiro conceptualmente e depois fisicamente, mel àquela espécie de massa de pão espalmada. O Gary aprovou, combinação introduzida por Mariana I na escócia, ou pelo menos, o provador escocês com quem lanchei nunca a tinha experimentado. Como o Raymond diria, não há nada melhor que comida, e o próprio indagava, no outro dia, que seria uma escolha difícil mas definitivamente comida acima de bebida, e todos sabem, ou ficam a saber, o quanto os britânicos adoram os seus pubs (actividade número um) e o Nelson explicava como é que tinha caído ao cumprimentar um amigo com um pliê seguido de uma elevação, claro que só eu é que visualizei esta versão, ahah.. O Chris cortou o cabelo, já não é mais aquela quase princesa de cabelos loiros, agora trabalha numa farmácia, coisa a sério. A Ami (amiga não irmã) ia para a Coreia por isso tinha reunido todos à volta duma mesa. Thumbs up for Glasgow!!
23 de agosto de 2010
o número 22
The Who, Cream, The Rolling Stones, The Zombies, The Beatles, The Monkees, Blackfriars. A noite terminou no pub como se não estivéssemos numa ilha britânica. Uma banda de 'grandpas' a relembrar outros tempos. Uau! que concerto! Sentámo-nos no bar. A máquina de lavar loiça estava avariada. Um casal estava a dançar mesmo à entrada. Jantámos no Ingram Wynd. O Gary ofereceu-me uma caixa de chocolates.
Sexta-feira fomos jantar a casa da Amy, o apartamento é pequeno mas acolhedor. Tem as paredes cheias de retratos, um espelho e um gato, que só apareceu a meio da noite, a correr pela sala. Música e mais uma partida de xadrez que durou 5 minutos... enquanto eu e o Arthur estavamos sentados na melhor cadeira da mesa de jantar 'diggin' Jimy Hendrix.
Sexta-feira fomos jantar a casa da Amy, o apartamento é pequeno mas acolhedor. Tem as paredes cheias de retratos, um espelho e um gato, que só apareceu a meio da noite, a correr pela sala. Música e mais uma partida de xadrez que durou 5 minutos... enquanto eu e o Arthur estavamos sentados na melhor cadeira da mesa de jantar 'diggin' Jimy Hendrix.
19 de agosto de 2010
viver numa residência de estudantes...
... o mundo gira, neste pequeno mundo de oito andares de altura, virado para a Queen Street. O Jakob (de) está de partida. Ontem depois do chá no café do GFT na companhia do Gary, da Amy e do Arthur (num carrinho de bebé todo super hiper retro anos 50 da era espacial), e uma partida de xadrez entre os dois irmãos, o Jakob bateu à porta. No dia anterior, tinhamos ido ao Waxy o'Connors, o pub dentro de uma árvores gigante, com pequenas salas a de meio em meio piso, escadas em todas as direcções e um pequeno desafio para encontrar alguém por sinal. A Sarah, a tocadora de gaita-de-foles cá do sétimo andar, apareceu. Agora vai passar a viver num apartamento com o irmão mais perto da universidade... Portanto, queria dar-me colunas de som para o computador; há coisas que deviam saber, sobre a dinâmica deste mundo de estudantes viajantes: é impossível fazer caber tudo na exacta mesma mala que trouxemos connosco da primeira vez e é da nossa natureza dar objectos a pessoas com quem convivemos... Portanto, eu herdei as colunas do Jakob, que as tinha herdado de um outro alemão, ido. Disse-me que teria todo o gosto em oferecer-me o sofá-cama da sala quando fosse a Berlim. Quando estava a arrumar a loiça do pequeno-almoço, a voz que tinha estado, misteriosamente, dois ou três dias a falar dentro do quarto 02, o anterior quarto do 'blonde guy', que afinal se chamava Max e era das Bermudas, apareceu na cozinha com dois amigos. Terrível para nomes, não o apanhei. Pela pronúncia sim, inglês de Inglaterra, e vai ficar por cá até ao início de Setembro também. E eu que já estava a sentir a cozinha mais vazia, só por saber que tanto a Virva (fi) como o Jakob (de) não estariam mais cá amanhã. É óptimo viver neste mundo de cerca de 5/6 m2 de espaço próprio no total, o mundo regenera todos os dias.
16 de agosto de 2010
Jamie's Italian... e outras notícias
Depois do Festival das Gaitas de Foles (site) do qual principalmente ouvi partes, descubri, no número 1 George Square, o restaurante italiano do Jamie Oliver (site). Aparentemente o primeiro restaurante deste famoso cozinheiro na Escócia. A falta de fotografias é sentida.. Fui à biblioteca principal de Strathclyde requesitei o "Architecture of Glasgow" e ainda o "The City Reader", para trabalhar no duelo sintaxe do espaço / multiple centrality assessment que se passa na minha dissertação. Os óculos perderam um parafuso que, por sorte estava no fundo da mala e por ser muito pequenino, não consigo voltar a apertar. Homem prevenido vale por dois, ainda bem que trouxe dois pares. Na volta passei pelo sainsbury's para fazer compras e trouxe receitas (site).
2 de julho de 2010
Triste por ir, contente por chegar...
Para dizer a verdade, já passaram três semanas desde que voltei. O voo chegou a horas, certíssimo. Fui das primeiras a tirar a minha "malona" da passadeira rolante e a "rolar" para casa. Mas só agora arranjei coragem para fazer o upload das últimas fotografias que tirei em Glasgow. As despedidas (e as chegadas) são feitas de pessoas e não de lugares, portanto é tão bom estar de volta a casa com a família e velhos amigos, como ter passado os últimos dias com os novos amigos que fiz em Glasgow!
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O 59, Miller Street vai continuar !! Portanto, a todos os seguidores: voltem sempre !!
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Nas fotografias: Thomas, Sarah, o senhor do cone, Mariana, Inga, Clarissa, Victoria, Laura, Mariana, Pierre, Paulo, Eilidh, Raymond, Nicole, Jakob, Susanne.
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Até já :D










5 de junho de 2010
as despedidas...
1 de junho de 2010
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