8 de maio de 2010

Bagpipes


Impossível não falar, agora, das gaitas de foles. Como já disse, há muitas e variadas. Diferentes entre si pela morfologia, origem, aspecto e tipo de sons produzidos.
A gaita de foles escocesa ou bagpipe, a mais conhecida de todas, parece datar da idade média, período em que foi muito popular em todo o mundo e a sua expansão deve-se à expansão do império britânico.
Designa um instrumento musical aerofone, não soprado directamente pela boca e munido de um fole, ou seja, um reservatório flexível de ar. Na realidade, a gaita de foles não é apenas um instrumento, mas vários, que se encontram acoplados a um fole.
Os elementos que a constituem são:
- um fole, que se insufla de ar,
- um tubo insuflador,
- um tubo melódico e
- um ou mais bordões.
Quanto à sua origem, o instrumento está de tal maneira disseminado pelo mundo que não se tem a certeza onde nasceu. O próprio nome gaita parece derivar da palavra germânica gaits (cabra), animal com cuja pele se fazia e ainda se faz o fole, parte comum a todas as gaitas.
Mesmo não se sabendo onde e quando apareceu a gaita de foles, muita gente relaciona-a com o contexto sócio-económico pastoril dos povos do mediterrâneo e da Ásia. Outros, situam a sua origem no Norte de África ou entre as culturas árabes.
E para terminar, aqui fica uma lista de como se diz gaita de foles em várias línguas:
inglês - bagpipe;
francês - cornemuse;
castelhano - gaita de fuelle ou cornamusa;
sueco - säckpipa;
alemão - düdelsack ou sackpfeife;
búlgaro - gaida;
argelino - zukra ou mezwed.

www.youtube.com/watch?v=yyVGfRFlx5U
(Vídeo sobre a gaita de foles em Portugal)

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