Não sei dizer quando foi o meu encontro com Robin dos Bosques. Mas, ele foi, certamente, um dos meus primeiros heróis.
Gostava de quase tudo nele, e pouco me importava que tivesse existido de verdade (algures no século XIII) ou não passasse de uma lenda. Mesmo sem saber inglês, trauteava, de cor, a canção:
Robin Hood, Robin Hood riding through the glen
Robin Hood, Robin Hood with his band of men
Feared by the bad
Loved by de good
Robin Hood, Robin Hood, Robin Hood...
Aceitava, perfeitamente, que ele se vestisse de verde (como a floresta de Sherwood), usasse um pequeno chapéu com pena (hood) e tivesse como arma um arco e flechas. Achava-o simpático, generoso, esbelto, bonito, romântico (com lady Marian, de quem tinha uma pontinha de inveja...) e valente. Admirava o seu sentido de justiça, ao ajudar e proteger os mais humildes dos mais poderosos. Enfim, sendo criança, sonhava às escondidas com um Robin de carne e osso.
Os tempos passaram, mas, ainda hoje, recordo, com simpatia, Robin dos Bosques.
Sherwood não existe mais, mas os ingleses de Nottingham continuam a lembrar Robin Hood, atribuindo o seu nome a ruas, escolas, restaurantes, bares e outras casas comerciais.
Em plena cidade de Nottingham existe uma árvore centenária, debaixo da qual se diz que reuniam Robin e os seus companheiros.

