19 de agosto de 2010
viver numa residência de estudantes...
... o mundo gira, neste pequeno mundo de oito andares de altura, virado para a Queen Street. O Jakob (de) está de partida. Ontem depois do chá no café do GFT na companhia do Gary, da Amy e do Arthur (num carrinho de bebé todo super hiper retro anos 50 da era espacial), e uma partida de xadrez entre os dois irmãos, o Jakob bateu à porta. No dia anterior, tinhamos ido ao Waxy o'Connors, o pub dentro de uma árvores gigante, com pequenas salas a de meio em meio piso, escadas em todas as direcções e um pequeno desafio para encontrar alguém por sinal. A Sarah, a tocadora de gaita-de-foles cá do sétimo andar, apareceu. Agora vai passar a viver num apartamento com o irmão mais perto da universidade... Portanto, queria dar-me colunas de som para o computador; há coisas que deviam saber, sobre a dinâmica deste mundo de estudantes viajantes: é impossível fazer caber tudo na exacta mesma mala que trouxemos connosco da primeira vez e é da nossa natureza dar objectos a pessoas com quem convivemos... Portanto, eu herdei as colunas do Jakob, que as tinha herdado de um outro alemão, ido. Disse-me que teria todo o gosto em oferecer-me o sofá-cama da sala quando fosse a Berlim. Quando estava a arrumar a loiça do pequeno-almoço, a voz que tinha estado, misteriosamente, dois ou três dias a falar dentro do quarto 02, o anterior quarto do 'blonde guy', que afinal se chamava Max e era das Bermudas, apareceu na cozinha com dois amigos. Terrível para nomes, não o apanhei. Pela pronúncia sim, inglês de Inglaterra, e vai ficar por cá até ao início de Setembro também. E eu que já estava a sentir a cozinha mais vazia, só por saber que tanto a Virva (fi) como o Jakob (de) não estariam mais cá amanhã. É óptimo viver neste mundo de cerca de 5/6 m2 de espaço próprio no total, o mundo regenera todos os dias.
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