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20 de dezembro de 2009

Charles Darwin


Quem disser que Charles Darwin era um velho barbudo e desinteressante, está a cometer uma grande injustiça, pois, Darwin teve uma vida bem interessante e rica em experiências variadas.

Nasceu em 1809, em Shrewsbury (Shropshire) e morreu em 1882, em Downe (Kent).

Dizem que, como aluno não foi grande coisa, mas era um jovem muito curioso e observador. Ao contrário do que era normal na época, foi um marido extremoso, um pai de dez filhos muito atento e afável e, por fim, um naturalista, um estudioso e um cientista fabuloso. A viagem de estudo que fez, no navio Beagle, durante cinco anos à volta do mundo, prova isso mesmo.

Tudo o que fez, denota um grande e desinteressado amor à verdade e à ciência. As suas teorias, baseadas na observação e na experimentação, modificaram o modo de ver o mundo e a origem da vida. Puseram em causa "verdades", tidas como definitivas há séculos, ao afirmar "as espécies não são obra de Deus, mas de um processo contínuo e de transformação".

Deixou-nos a fabulosa herança da Árvore da Vida, que explica a evolução dos seres vivos, através da selecção natural, consubstanciada na sua obra A Origem das Espécies.

Só em 1996, a Igreja confirma a sua teoria, com a condição de que, contudo, a alma é dada por Deus.

2009 comemorou os 200 anos do nascimento de Charles Darwin e os 150 anos da publicação d'A Origem das Espécies.


Sites a ver sobre o assunto:

http://www.youtube.com/watch?v=jG83EqJ_ipI&feature=channel (Exposição sobre Charles Darwin, na Gulbenkian, 2009, comentada pelo biólogo José Feijó)




(Animação sobre a evolução dos seres vivos)

1 de dezembro de 2009

Irmãs BRONTË


Das irmãs Brontë, acho original a ideia de três irmãs escritoras, a viverem na mesma casa e a partilharem ideias literárias.
Imagino-as num presbitério, da primeira metade do século XIX, em Haworth no Yorkshire: Emily, mais alta, bonita, alegre e impetuosa; Charlotte, mais serena e sensata; e Anne, a mais pequena e tímida. Pura imaginação minha, porque as irmãs Brontë não iam muito ao fotógrafo.
Também, pelo que se sabe, não tiveram o carinho de uma mãe (que morreu cedo), não se vestiam à moda, não iam a festas, não conviviam com outras pessoas e não tiveram namorados.
Restava-lhes o silêncio, o clima agreste, um pai austero, que não permitia que comessem carne, nem consentia cortinas, tapetes ou outros adornos em casa, uma casa fria e desprovida de conforto e a doença.
E, ainda, os passeios pela charneca, a imaginação e os livros. Sim, os livros!
O que escreveram foi uma manifestação de rebeldia contra os preconceitos da sociedade em aceitar que as mulheres pudessem ser escritoras. Prova-o o facto dos seus romances precisarem, primeiro, de serem publicados, com pseudónimos masculinos, para terem aceitação e êxito.
Morreram novas, com tuberculose.
Charlotte, que perdeu três irmãos em nove meses (Branwell, Emily e Anne), ficou sozinha. Continuou a escrever, casou e algum tempo depois, morreu também.
Delas ficaram dois livros admiráveis intitulados A Paixão de Jane Eyre e O Monte dos Vendavais, que guardo com muito carinho na minha estante.

10 de novembro de 2009

BEATLES

John, Ringo, George e Paul, eram os seus nomes próprios. Mas, para muitos, tratavam-se, apenas, "d'os rapazes de Liverpool". Curiosamente, foi antes de uma tournée pela Escócia, em 1959, que adoptaram definitivamente o nome BEATLES (junção de beetle, besouro, e beat music).
No Portugal rural, tristonho e pouco desenvolvido, eles eram o insólito, o arrojado, o nunca visto, enfim, uma "doideira total".
À minha volta, as raparigas mais velhas, enchiam, com as suas fotos, as paredes do quarto e cantarolavam as suas canções. Eu gostava do que cantavam. Gostava do aspecto estilizado que o vestuário e o penteado lhes davam, mas, por ser muito miúda, ainda não alinhava nos gritos frenéticos e no revirar de olhos das fãs...
A sua obra é imensa e este ano foi publicada de forma remasterizada, para permitir uma melhor qualidade do som.
Gostei muito de relembrar os temas "Here Comes The Sun" e "A day In The Life", que publicaste neste blogue. Aquilo que dantes era arrojado e diferente é, agora, melodioso e tranquilo. A qualidade, porém, persiste.
Foram, sem dúvida nenhuma, a maior banda rock dos anos 60.

18 de outubro de 2009

Beatrix Potter

Lembras-te como víamos, maravilhadas, os livros de Beatrix Potter?
Os coelhos Pedrito, Casimiro e Rabinho-de-Algodão, a pata Patrícia, os gatos Luvinhas, Tó Gatinho e Boneca, a ouriça Pica-Pisca, a rã Jeremias, o esquilo Trinca Nozes, entre outros, entravam na nossa vida e desejávamos ser bichinhos pequenos para viver em tocas/casinhas tão queridas e no meio de arbustos e plantas tão encantadoras...
E, a seguir, perguntávamo-nos: como é possível desenhar tão bem?
Beatrix Potter, uma londrina, nascida em 1866, merece a nossa admiração porque, numa época em que não era fácil fazê-lo, sustentou-se a si própria, com a venda dos seus vinte e três livros. Foi "desenhadora", "aguarelista", "escritora de histórias infantis" e "ecologista". Mais, lutou pelos seus ideais e pela sua felicidade, contra os preconceitos, que a queriam casada com um bom partido e mãe de filhos, apenas.
Para o caso de não saberem, Beatrix, em criança, passava férias na Escócia e, depois de adulta, viveu na Região dos Lagos os últimos trinta anos da sua vida. Os seus desenhos eram tão perfeitos, que serviram para ensinar às crianças História Natural e Botânica.
Se quiserem passar uma tarde diferente, folheiem os seus livros ou, então, vejam o filme "O Mundo Encantado de Beatrix Potter", realizado por Chris Noonam, em 2006.

17 de agosto de 2009

Robin Hood

Não sei dizer quando foi o meu encontro com Robin dos Bosques. Mas, ele foi, certamente, um dos meus primeiros heróis.
Gostava de quase tudo nele, e pouco me importava que tivesse existido de verdade (algures no século XIII) ou não passasse de uma lenda. Mesmo sem saber inglês, trauteava, de cor, a canção:

Robin Hood, Robin Hood riding through the glen
Robin Hood, Robin Hood with his band of men
Feared by the bad
Loved by de good
Robin Hood, Robin Hood, Robin Hood...

Aceitava, perfeitamente, que ele se vestisse de verde (como a floresta de Sherwood), usasse um pequeno chapéu com pena (hood) e tivesse como arma um arco e flechas. Achava-o simpático, generoso, esbelto, bonito, romântico (com lady Marian, de quem tinha uma pontinha de inveja...) e valente. Admirava o seu sentido de justiça, ao ajudar e proteger os mais humildes dos mais poderosos. Enfim, sendo criança, sonhava às escondidas com um Robin de carne e osso.
Os tempos passaram, mas, ainda hoje, recordo, com simpatia, Robin dos Bosques.
Sherwood não existe mais, mas os ingleses de Nottingham continuam a lembrar Robin Hood, atribuindo o seu nome a ruas, escolas, restaurantes, bares e outras casas comerciais.
Em plena cidade de Nottingham existe uma árvore centenária, debaixo da qual se diz que reuniam Robin e os seus companheiros.