23 de abril de 2009

Museu da cidade de Almada


Em 1998, a Câmara Municipal de Almada decide recuperar e reconverter a Quinta dos Frades em Museu da Cidade. Esta grande propriedade, pertencente aos frades da ordem de São Domingos, acabou por ficar reduzida, com o passar dos tempos, áquele pequeno lote dentro da cidade que engloba a área total deste equipamento: edifício da exposição permanente, edifício de exposições temporárias e jardim.
A última presença marcante no edifício antigo é talvez a da família Barral, que decide utilizar betão para reforçar a estrutura na sequência de um sismo de pequena escala, destruindo grande parte dos interiores do século XVIII. Esta intervenção alterou significativamente a tipologia original do edifício. E foi um cenário de lajes de betão sobre pavimentos anteriores apoiada numa floresta de pilares e vigas de betão armado que os arquitectos encontraram no seu interior.

Uma das ideias dos arquitectos deste projecto, Sofia Aleixo e Vitor Mestre, para a concretização de espaços expositivos prendia-se com a liberdade e amplitude das salas. Um posicionamento perante a reconversão para o mesmo passaria por admitir que esta última grande intervenção não teria acrescentado grande valor ao imóvel enquanto património. Pelo contrário, admitiam poder ter sido um reflexo de uma atitude emocionalmente pouco pensada, sequer objectivamente estudada. Assim, os interiores em betão armado, intervenção de cerca dos anos 40, foram todos removidos, ficando apenas as paredes de alvenaria de pedra originais.

Ganham também este concurso e acabam negociar com sucesso a ampliação da intervenção, em mais 1000m2. Museus de cidade são museus mortos, portanto, mesmo que a intenção inicial fosse a de ter não uma exposição permanente, mas uma de longa duração que se estimava poder vir a mudar de 5 em 5 anos, um visitante não teria razões óbvias para voltar, pelo menos durante os 5 anos seguintes, porque o conteúdo da exposição não seria actualizado. Para viabilizar o projecto e torná-lo parte coerente da cidade, passam a fazer parte do programa salas de exposições temporárias, cafetaria / restaurante, auditório, centro de documentação, serviços educativos e núcleos sanitários de apoio ao jardim.


14 de abril de 2009

Sessão EXTRA!!


Querido blog,
afinal ainda temos muito que ouvir... falar. Mais uma sessão da já de nota Obra Falada, que tem acontecido desde que me lembro :) Desta vez, destaco Francisco Teixeira Bastos, meu professor de introdução e projecto de arquitectura nos dois primeiros semestres de aulas que tive no Técnico, e a sua associada.

Estão todos convidados para vir assistir!

4 de abril de 2009

Quem quer ser bilionário?

D: it's written.

Realizado por Danny Boyle, ganhou oito dos dez Óscares da Academia.

Ouvir


Assisti à última sessão com o arq. Carrilho da Graça e o arq. José Mateus.

11 de março de 2009

Raios e trovões


Durante a semana de 2 a 6 de Março, os alunos de mestrado integrado de arquitectura participaram num exercício relâmpago de arquitectura que envolvia todos os anos e professores de projecto. Pretendia-se que os alunos formassem equipas de sete elementos tendo que, obrigatoriamente, conter pelo menos um aluno de cada um dos 5 anos do mestrado. Com o título um Novo Locus no Campus da Alameda, o objectivo era projectar um espaço de aprendizagem, complementar às salas de aula, para apoio às actividades lectivas com carácter experimental e colaborativo, a ser utilizado de modo alargado por alunos e professores, promovendo e potenciando os contactos informais, a laboração contínua, a produção de artefactos e o trabalho de grupo. Foi uma experiência muito intensa e exigente que produziu óptimos resultados de trabalho, mas não só; permitiu conversar com antigos professores mas conhecer novos professores e colegas, delinear estratégias a curto prazo, interagir em grupo, discutir diferentes ideias e ocupar o átrio do DECA com estiradores, materiais e alunos de arquitectura a trabalhar!

Os resultados encontram-se em exposição no átrio do pav. DECA do Instituto Superior Técnico, estão todos convidados a vir visitá-la.

25 de fevereiro de 2009

Carnaval

Pois é, era minha intenção escrever-vos algo muito eloquente sobre a terça-feira gorda e os foliões. Três dias de festa rija e de todos os exageros antes de quarenta dias de jejum. Hoje é quarta-feira de cinzas e hoje, já os foliões voltaram a vestir-se da sua pessoa, por vezes, mais tristonha e um pouco mais contida durante os outros dias do ano. Contam-se os dias para a Páscoa.
Certamente o meu carnaval preferido, e aquele que mais me impressionou, foi aquele em que os vi a desfilar. Faziam uma dança redonda com os braços pendidos ao longo do corpo disforme e rudimentar. Giravam em círculos e enrolavam os braços à volta do corpo, quando queriam rodar noutro sentido. Gigantes rodopiavam na rua ao som da música, compassada pelo tambor, por serem incapazes de dançar de outra maneira. Eram diferentes e engraçados. Chamavam-lhes de cabeçudos.



20 de fevereiro de 2009

Primeira página...

O tema deste blog gira à volta de pessoas e distâncias e, eventualmente, de arquitectura. É editado regularmente sem grande preocupação metodológica ou científica, mas tem a enorme determinação de se tornar num meio para encurtar viagens e ligar pessoas. Está numa fase (permanentemente) experimental, aguardando sempre, impaciente, participação e notícias.