Em 1998, a Câmara Municipal de Almada decide recuperar e reconverter a Quinta dos Frades em Museu da Cidade. Esta grande propriedade, pertencente aos frades da ordem de São Domingos, acabou por ficar reduzida, com o passar dos tempos, áquele pequeno lote dentro da cidade que engloba a área total deste equipamento: edifício da exposição permanente, edifício de exposições temporárias e jardim.
A última presença marcante no edifício antigo é talvez a da família Barral, que decide utilizar betão para reforçar a estrutura na sequência de um sismo de pequena escala, destruindo grande parte dos interiores do século XVIII. Esta intervenção alterou significativamente a tipologia original do edifício. E foi um cenário de lajes de betão sobre pavimentos anteriores apoiada numa floresta de pilares e vigas de betão armado que os arquitectos encontraram no seu interior.
Uma das ideias dos arquitectos deste projecto, Sofia Aleixo e Vitor Mestre, para a concretização de espaços expositivos prendia-se com a liberdade e amplitude das salas. Um posicionamento perante a reconversão para o mesmo passaria por admitir que esta última grande intervenção não teria acrescentado grande valor ao imóvel enquanto património. Pelo contrário, admitiam poder ter sido um reflexo de uma atitude emocionalmente pouco pensada, sequer objectivamente estudada. Assim, os interiores em betão armado, intervenção de cerca dos anos 40, foram todos removidos, ficando apenas as paredes de alvenaria de pedra originais.
Ganham também este concurso e acabam negociar com sucesso a ampliação da intervenção, em mais 1000m2. Museus de cidade são museus mortos, portanto, mesmo que a intenção inicial fosse a de ter não uma exposição permanente, mas uma de longa duração que se estimava poder vir a mudar de 5 em 5 anos, um visitante não teria razões óbvias para voltar, pelo menos durante os 5 anos seguintes, porque o conteúdo da exposição não seria actualizado. Para viabilizar o projecto e torná-lo parte coerente da cidade, passam a fazer parte do programa salas de exposições temporárias, cafetaria / restaurante, auditório, centro de documentação, serviços educativos e núcleos sanitários de apoio ao jardim.

A última presença marcante no edifício antigo é talvez a da família Barral, que decide utilizar betão para reforçar a estrutura na sequência de um sismo de pequena escala, destruindo grande parte dos interiores do século XVIII. Esta intervenção alterou significativamente a tipologia original do edifício. E foi um cenário de lajes de betão sobre pavimentos anteriores apoiada numa floresta de pilares e vigas de betão armado que os arquitectos encontraram no seu interior.
Uma das ideias dos arquitectos deste projecto, Sofia Aleixo e Vitor Mestre, para a concretização de espaços expositivos prendia-se com a liberdade e amplitude das salas. Um posicionamento perante a reconversão para o mesmo passaria por admitir que esta última grande intervenção não teria acrescentado grande valor ao imóvel enquanto património. Pelo contrário, admitiam poder ter sido um reflexo de uma atitude emocionalmente pouco pensada, sequer objectivamente estudada. Assim, os interiores em betão armado, intervenção de cerca dos anos 40, foram todos removidos, ficando apenas as paredes de alvenaria de pedra originais.
Ganham também este concurso e acabam negociar com sucesso a ampliação da intervenção, em mais 1000m2. Museus de cidade são museus mortos, portanto, mesmo que a intenção inicial fosse a de ter não uma exposição permanente, mas uma de longa duração que se estimava poder vir a mudar de 5 em 5 anos, um visitante não teria razões óbvias para voltar, pelo menos durante os 5 anos seguintes, porque o conteúdo da exposição não seria actualizado. Para viabilizar o projecto e torná-lo parte coerente da cidade, passam a fazer parte do programa salas de exposições temporárias, cafetaria / restaurante, auditório, centro de documentação, serviços educativos e núcleos sanitários de apoio ao jardim.
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